A importância do Japão no MMA atual

Posted by Tatiana Caudill on novembro 27, 2011 in 2009 |

Dando continuidade ao artigo da semana passada, vamos navegar um pouco mais na história do MMA, fazendo uma parada obrigatória no Japão.

Na terra do sol nascente, assim como no Brasil, acontecia um movimento que visava a criação de uma modalidade de luta que abrangesse diversos tipos de luta.

O Vale Tudo, começou na década de 1920 com o “desafio dos Gracie” criado por Carlos e Hélio Gracie e que foi continuado por descendentes da família Gracie. No Japão, na década de 70, uma série de lutas de MMA foram organizadas por Antonio Inoki, inspirando o “movimento shoot” do wrestling profissional japonês, que levou à formação das primeiras organizações de MMA, tais como o Shooto, em 1985.

O grande encontro entre a arte desenvolvida no Japão e a desenvolvida pelos Gracie, no Brasil, aconteceu em 12 de novembro de 1993, na primeira edição do UFC, em Denver, nos Estados Unidos. Em uma das semifinais do evento, Royce Gracie derrotou Ken Shamrock, unico  campeão não japonês do Pancrase (evento japonês de artes marciais mistas).

O maior evento de MMA Japonês foi, sem dúvidas, o extinto Pride. Criado em 1997, o torneio foi iniciado com uma luta entre Rickson Gracie e Nobuhiko Takada, sendo o principal combate do Pride FCI, realizado no Tokyo Dome.

O torneio japonês  atraiu e revelou grandes lutadores brasileiros, tendo como seu principal campeão o curitibano Wanderlei Silva, que recebeu o apelido de “Cachorro Louco” no Brasil, por seu estilo de luta agressivo. Wanderley foi o lutador que conseguiu o maior número de vitórias e de knockouts na história do Pride, vencendo 27, perdendo apenas 4 e empatando uma. Até hoje o cachorro louco é ídolo no Japão e inspirou bonecos e vídeo games.

A arte de unir  elementos de várias técnicas marciais foi primeiramente introduzida e popularizada por Bruce Lee nas décadas de 60 e 70. Lee pregava que “o melhor lutador não é um boxer, karateka ou lutador de judô. O melhor lutador é aquele que pode adaptar-se a qualquer estilo.” Sua filosofia foram publcamente reconhecidas  pelo presidente do UFC Dana White, quando ele chamou Lee de “o pai do MMA”.

Independente de em qual país é mais ou menos popular, o fato é que a eficácia do MMA é inquestionável.  O crescimento e reconhecimento do esporte nos EUA chegou ao seu ápice quando, em 2005, o exército Americano passou a sancionar eventos de MMA, com o primeiro evento anual chamado “Army Combatives Championships” (Campeonato de Lutadores do Exército).

Há cerca de um ano, o lutador brasileiro, Vítor Belfort disse em um entrevista, que não vai demorar muito para o MMA se tornar o maior esporte do Brasil. Será? Será que o brasileiro está preparado pra abraçar este esporte, que já foi visto por tantos como um esporte violento e desumano? Será que chegou a hora de nos tornarmos o país do futebol, do carnaval e do MMA?

Quem viver, verá!

 

Tatiana Caudill

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